Uma fotografia de um final de tarde em tons sépia, com a torre da igreja matriz como pano de fundo.
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
Em tons sépia
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quarta-feira, 14 de setembro de 2016
A sina dum revoltado
AS SOMBRAS DO NADA
Gostava de cavar a sepultura
onde eu hei-de viver eternamente!
Desinfetá-la bem com aguardente,
o perfume da minha criatura
Mas não tenho dinheiro, nem vontade,
p'ra comprar e matar os meus desejos!
Ela só é de borla prós despejos
não contaminarem a caridade.
Só lá serei burguês, como os burgueses,
quer sejam Espanhóis ou Portugueses,
Nada me vai faltar, nada preciso.
Nem de missas tão pouco! Nada! Nada!...
Vai-se entreter comigo a bicharada,
De mim não vai sobrar nem o juízo.
RODELA - "A SINA DUM REVOLTADO" - MARÇO DE 2016
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segunda-feira, 12 de setembro de 2016
Uma imagem
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sexta-feira, 9 de setembro de 2016
Uma clarabóia
A clarabóia era uma das características de algum casario antigo. Eram autênticas obras de arte de serralharia, há já muito tempo em desuso. Em Freamunde contam-se pelos dedos. Devido à sua posição altaneira e distante do olhar, é quase sempre difícil de fotografar, mas nada que não se resolva com uma objectiva mais potente.
Esta clarabóia situa-se na casa da família Vasconcelos, no centro de Freamunde, que a julgar pela indicação de uma das entradas da propriedade, foi construída em 1880, século XIX.
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quarta-feira, 7 de setembro de 2016
Poesia de Freamundenses
PORQUÊ
Dei o meu melhor,
Reuni esforços e pensamentos
Para te aceitar tal como és!
Corri mundos para descobrir
O que correu mal...
Tudo parecia tão real, tão perfeito!...
Às vezes, perdida na solidão da noite,
Percorro o caminho
Das estrelas
Para te encontrar...mas é em vão,
Adormeço e sonho que ainda vivemos
Num conto de fadas...
Mas quando acordo, percebo que tudo
Não passou de um mero sonho.
Tudo se tornou fútil e triste.
É constrangedor olhar-te apenas
Como uma luz intensa que surgiu
E nunca desapareceu.
Não poder falar-te, tocar-te...
Ai! Quem me dera poder voltar atrás!
Descobrir esses mistérios nunca antes revelados
E tornar a entrar nesse mundo que é só teu!
MARIANA RIBEIRO - "ALMA FREAMUNDENSE - POESIA COLECTIVA" - JULHO DE 2004
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segunda-feira, 5 de setembro de 2016
Sport Clube de Freamunde - Vida e Glória ( IX )
ÉPOCA 1941 / 1942
O 1º GRANDE TÍTULO
O FREAMUNDE S. C. SAGRA-SE CAMPEÃO DA 3ª DIVISÃO DISTRITAL
Para a campanha desportiva de 1941 / 1942, o Freamunde Sport Clube é enquadrado na zona do Porto, disputando a Série A da 3ª Divisão Regional, ao lado do Sport Progresso, Atlético Clube de Rio Tinto e Figueirenses, congéneres que enfrentava pela primeira vez.
Com Lopes Carneiro, atleta do Futebol Clube do Porto, no comando técnico, a ambição era desmedida pois o grupo, composto de jovens de inegáveis recursos, dava garantias.
Lopes Carneiro era nos meios desportivos um pequeno fenómeno de popularidade. Dele, aqui ficam respigados alguns pedaços de trecho, inseridos na "Stadium": "Filho de Juiz de Tribunal da Relação, tinha uma facilidade espantosa para perder todos os anos de liceu, por mais que se zangasse o velhote. Era para uns "o ponto e vírgula", para outros "o contra peso". Uma vaidade: o sorriso ao entrar em campo".
Com tamanha vedeta do principal clube do Porto a liderar, e logo filho de juiz, à terceira será de vez; comentava-se à boca cheia nas tertúlias da Vila.
Porém, logo no primeiro desafio do campeonato, no campo do Ameal, reduto do S. Progresso, a equipa mostra falta de humildade e personalidade, saindo derrotada copiosamente por 8-2, de nada valendo os golos de João Taipa e Alberto Matos.
Mas os rapazes, embora reconhecendo a superioridade do adversário, não ficaram convencidos.
Feridos no seu orgulho, logo deixaram adivinhar que o próximo pagaria "as favas".
Era, contudo, necessário e importante dar as mãos, unir esforços. A tarefa era árdua, mas sedutora, e quase sempre gratificante.
A vítima acabaria por ser o Atlético Rio Tinto, incapaz de se opôr à garra e determinação dos azuis e brancos. 3-0, para os locais, foi o resultado final.
Na terceira jornada, o anfitrião Freamunde recebeu a ilustre equipa do Figueirenses.
"Aviados" estes por uns claros 3-1, o mau tempo já lá ia, ressurgindo a esperança.
Para o desafio que marcava o início da segunda volta havia enorme expectativa, tanto dos jogadores como do próprio público afecto, pois o adversário dava pelo nome de Sport Progresso, de tão más recordações.
Mas os briosos atletas do Freamunde não estiveram mesmo com meias medidas, despachando o seu valoroso opositor por 2-1, naquela que foi uma das melhores jogatanas até então.
O "Carvalhal", a rebentar pelas costuras, registou a maior enchente da época e da vida do clube.
Definitivamente cientes do seu real valor, o onze da "Terra dos Capões" fixava os olhos na conquista do título. Os jogadores, motivados, lutavam até à exaustão para atingir os objectivos.
Para Rio Tinto, no campo do Atlético, a equipa arrasta inúmeros fiéis.
Os dois pontos da ordem - vitória por 2-1 - estão uma vez mais no "papo" e a glória ali tão perto.
O Freamunde botava figura, saindo da cepa torta.
O último e decisivo jogo, no campo de Curim com o Figueirenses, foi dramático.
O Freamunde, fazendo uso da sua melhor valia técnica, vence tangencialmente e com evidentes dificuldades por 2-1, trazendo para a sua terrinha o primeiro grande triunfo: conquista da Série A da 3ª Divisão Regional, com 15 pontos, seguido do Sport Progresso (12 pontos), Atlético Rio Tinto (11 pontos) e Figueirenses (10 pontos).
O seu principal artilheiro foi João Taipa com 9 golos. Alberto Matos "facturou" por 3 vezes, cabendo os restantes 2 a Adão Viana e Alberto Augusto.
Depois - e aqui é que a porca torce o rabo - o Freamunde teria que medir forças com o Unidos (ex-CUF), grupo de reconhecido valor, vencedor da Série B.
No primeiro embate, no campo do Carvalhal, sob a direcção do juiz Mário Correia, os locais esmagam o seu adversário por um robusto 5-1. Sem espinhas, pois.
Os forasteiros, dignos e briosos, bem tentaram ripostar mas foram infrutíferas todas as tentativas para conseguir atenuar o fogosidade dos rapazes de azul vestidos. João Taipa (2), Alberto Matos (2) e Adão Viana (1) foram os autores dos tentos do onze do "Carvalhal" que alinhou da seguinte forma: Hercílio, Zinho, Leonel; Xico "da Fonte", Zé Viana e Samuel; Adão Viana, Alberto Matos, Alberto Augusto, João Taipa e Maximino "da Couta".
Mesmo perdendo o jogo de retribuição por 3-1, o Freamunde conseguiria assim o seu primeiro título de campeão, conquistado de forma fulgurante apesar de alguns empecilhos lançados no seu caminho, como nos contou João Taipa. "Não foi nada fácil este jogo, não, pois logo de início deu para ver que ali havia espírito santo de orelha. O árbitro, com cara de quem comeu o amargo pão da véspera, não trazia boas intenções, prejudicando descarada e escandalosamente a nossa equipa, levando ao desespero atletas e simpatizantes. O campo parecia que estava inclinado. Enfim, foi um ver-se-te-avias de decisões inqualificáveis que quase deitavam por terra todo o nosso labor e abnegação".
O Freamunde passava definitivamente do anonimato à ribalta. Estava robusto e garboso o "Capão".
A Vila, em peso, engalanada com colchas do melhor linho, nas varandas dos prédios periféricos ao centro da povoação, recebeu os seus ídolos de uma forma carinhosa.
A banda de música da terra percorreu as principais artérias, executando trechos das suas lindas partituras, acompanhada de enorme multidão que se dirigiu, por fim, às imediações da Praça para em uníssono, entre palmas e vivas, saudar efusivamente os seus campeões. De todo o concelho saíram à rua fervorosos e indefectíveis adeptos do "emblema" azul e branco - que se iriam multiplicar em número e entusiasmo - correspondendo com grande alegria às manifestações de regozijo pelo êxito alcançado pelos heróis do "Carvalhal".
O título "chorado" um ano antes era agora motivo de orgulho para todos os freamundenses.
Houve festa, houve lágrimas de emoção, houve assomos indescritíveis de puro bairrismo.
Finalmente, chegada aos jogos de passagem, a equipa já relaxada e sem os imprescindíveis treinos, vê-se batida nos dois encontros, pelo F. C. Gaia, pela marca de 3-2.
Equipa Campeã:
Hercílio Valente, Zinho e Leonel; Samuel, Zé Viana e Xico "da Fonte"; Maximino "da Couta", Adão Viana, Alberto Matos, Alberto Augusto e João Taipa.
Alinharam ainda em dois jogos António Carvalho "Pataco" e Ulisses Valente.
Para a entrega dos troféus aos detentores dos títulos conquistados nesta época, a Associação de Futebol do Porto levou a efeito, no dia 4 de Novembro de 1942, na sua sede da Rua José Falcão, uma sessão solene.
O Freamunde Sport Club fez-se representar nas cerimónias pelo seu distinto Delegado Júlio Pinto Ribeiro Gomes.
JOAQUIM PINTO - "SPORT CLUBE DE FREAMUNDE - VIDA E GLÓRIA" - 2008
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
A preto e branco
Uma fotografia do Cruzeiro a preto e branco.Diz a tradição oral que sofreu quatro mudanças, sendo a última para o local onde se encontra actualmente, no Alto da Feira. O Cruzeiro existiu inicialmente junto da Igreja Matriz de Freamunde.
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